quarta-feira, 13 de julho de 2011

Esperança, de Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Esperança I, de Gustav Klimt

Esperança II, de Gustav Klimt

Eis o que eu mais preciso agora: ESPERANÇA!!!

Saudaçoes,
Carolina M.

Um comentário:

  1. Olá, retomando o papo sobre a diagramação.
    É por reconhecer a importância das imagens nas suas publicações que acho que um formato que equilibre melhor texto e fotos valorizaria mais o que você faz. Infelizmente não sei mexer nessas cosias pra ajudar de verdade além de palpitando. =P
    E as curtas férias te deram algum descanso pelo menos?
    até

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