quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nosferatu, eine Symphonie des Grauens 1922




Adivinhem qual o último filme que assisti!!!!
O clássico dos classicos do terror, Nosferatu na versão dirigida por F. W. Murnau em 1922 com Max Schenck no papel-título.

Trata-se de uma adaptação do romance de Bram Stoker, Drácula, mas de forma a burlar os direitos autorais, por isso os nomes das personagens diferem dos do romance.

Sinopse ilustrada:

Thomas Hutter vive na cidade alemã fictícia de Wisborg, e trabalha numa imobiliária cujo misterioso chefe Knock o envia à Transilvânia para oferecer o contrato de um imóvel em frente ao seu a Conde Orlok. Hutter deixa sua esposa Ellen aos cuidados de um casal de amigos, e ela teme pela vida de seu marido já que Orlok é um vampiro-Nosferatu.

Hutter passa por uma estalagem onde encontra um livro : O Livro dos Vampiros

Depois de momentos estranhos no palácio do Conde, Hutter percebe que este é realmente um vampiro, enquanto sua mulher delira longe dele.

Orlok assina o contrato e passará a morar em frente a casa de Hutter, e ao ver um retrato de Ellen, fascina-se por ela.

Hutter retorna, e Orlok a bordo de um navio também, mas a tripulação inteira morre com duas incisões no pescoço, levando os habitantes a pensar numa peste, porém é Nosferatu quem suga-lhes o sangue.

Knock enlouquece e é levado a um hospício, e se alegra ao ler uma notícia de que a peste está se espalhando.

Ellen, transtornada com o novo vizinho que a observa sempre lê O Livro dos Vampiros e lá diz que uma mulher de coração puro que oferecer seu sangue por vontade própria a um vampiro ele perde a noção do tempo e quando o galo cantar ele desaparecerá.



Assistir ao filme completo com legendas em inglês no YouTube

Saudações, caríssimos, espero que assistam ao filme e curtam tanto quanto eu curti (e ri!).


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Damas de Época

Caros amigos, enfim uma postagem!

Eu sou apaixonada, tarada, viciada em coleções, ainda mais quando relacionadas a temas tão caros a mim, como música, ópera, literatura, bibelôs ou um pouco de cada categoria =P

Pois bem, a coleção Damas de Época consiste em bonecas de porcelana representando heroínas da literatura do século XIX, com figurinos belíssimos, mesmo que em alguns exemplares não seja muito condizente com a época em que o romance foi escrito, e como eu adoro História da Moda, sou um pouco crítica demais com isso.

Fiquei extremamente feliz por ter uma representante da prosa Dostoievskiana: a Sônia de Crime e Castigo, par do protagonista Ródion Romanóvitch Raskólnikov, (mesmo não admirando tanto essa personagem quanto Dúnia, irmã de Ródion). O também russo Tolstói é representado por Ana Karênina, como é de se imaginar.

Só de Jane Austen há 5 bonecas! Os também ingleses Henry James e Oscar Wilde também estão bem representados na coleção, e Charles Dickens idem. Quanto aos romances franceses, também temos grandes nomes: Honoré de Balzac, Alexandre Dumas Filho, Stendhal, Émile Zola e Gustave Flaubert.

Apesar da coleção ser um pouco desorganizada, e estar freqüentemente em falta nos jornaleiros, estou quase completando minha coleção! Faltam 14 de 40.

Abaixo, algumas fotos que tirei da boneca com seu respectivo livro:

Sônia Semionovna Marmieládova, Crime e Castigo, Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski


Emma Bovary, Mme Bovary, Gustave Flaubert


Margarite Gautier, A dama das camélias, Alexandre Dumas Filho (Porém na foto está com a versão do romance para a ópera, La Traviata, de Giuseppe Verdi)


Estella Havisham, Grandes Esperanças, Charles Dickens


Elizabeth Bennet, Orgulho e Preconcceito, Jane Austen


Emma, Emma, Jane Austen


Anne Elliot, Persuasão, Jane Austen


Saudações,

Carolina Marx

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mensagem de fim de ano


Caros leitores, finalmente estou em recesso, mas estou com preguiça de escrever... Pois é, logo agora que finalmente arranjo tempo opto por não usá-lo aqui.... =P

Sendo assim, peço perdão por esse hiato na produção de textos no meu blog, mas fazer Medicina às vezes pode consumir demais o nosso tempo =| E pra piorar, nossas energias! Dessa forma agora desejo apenas vegetar um pouquinho para recuperar o ritmo frenético de outrora, tanto aqui como nos estudos e no trabalho.

Chega determinada fase do ano em que não temos mais a disposição de antes, nada mais nos agrada, sentimos vontade de jogar tudo pro alto e gritar o mais alto possível. Eu estou nessa fase.

Pra piorar, dia 27 de dezembro eu faço aniversário. Eu não gosto de fazer aniversário...

Mas com um descanso físico e principalmente mental/intelectual eu voltarei nova em folha, com a mesma energia e disposição de sempre!!!!

Comunico-vos que não abandonarei o blog, só vou dar um tempo...

Em breve novas postagens!

E a todos, Boas Festas!


Saudações,

Carolina Marques


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Grandes esperanças, de Charles Dickens

Cuidado, contém SPOILERS!!!!!!!!

O romance em três partes do escritos inglês Charles Dickens (que é mais lembrado por seu Oliver Twist) é indubitavelmente um Clássico da literatura, pois com uma história bem tecida, com intrigas, mistérios, e, como é o próprio protagonista –o órfão ‘’Pip”- o narrador, nós leitores ficamos sempre à mercê das mesmas surpresas e emoções do personagem, o que cria um vínculo ainda maior com a trama.

Vários temas podem ser encontrados nessa longa narrativa (que li em dois dias, nem mais nem menos!): loucura, amor não correspondido, crimes, pobreza, ascensão social, injustiças, e as esperanças de Pip, tão referidas ao longo da obra.

Pip (Philip Pirrip) é um órfão criado pela irmã, uma rude e nervosa mulher, e por seu marido, Joe Gargery o ferreiro da aldeia, um homem ignorante, mas doce, compreensivo, e o verdadeiro amigo de Pip.

Certo dia, um fugitivo o encontra sozinho e ordena que Pip traga mantimentos e uma lima (o condenado ainda possuía correntes presas aos pés) no dia seguintes, sob ameaças. Pip surrupia provisões da sua despensa (carne moída, um empadão de porco, conhaque e um osso de carne) e providencia a lima na oficina de Joe (ele era ferreiro, lembram?) e leva ao homem na hora marcada. O detento, Abel Magwitch, fica grato ao menino e depois de alguns imprevistos, some. Pip sempre se sentiria culpado por esse incidente que relembraria varias vezes ao logo da vida a partir daí.

Pip é apresentado na casa de uma mulher rica, a Srta. Havisham, enlouquecida, que desde que foi abandonada pelo seu noivo, um impostor, no dia do seu casamento, nunca mais viu a luz do dia e nem usou outro vestido senão o traje nupcial. Ela vivia presa entre as recordações das núpcias que não ocorreram, os enfeites, enxoval, e até mesmo o bolo nupcial nunca mais foram tocados, e os relógios estão parados desde sua grande decepção.

Ela cria uma menina da idade de Pip, Estella, belíssima, orgulhosa e perniciosa, educada para maltratar e se vingar dos homens. Por infortúnio, Pip se apaixona por ela, mas ela ridiculariza sua condição inferior e não o corresponde, pois seu coração é frio e ela não sabe amar.

Pip ao retornar a sua aldeia após ser dispensado pela Srta Havisham depois de algumas visitas, torna-se aprendiz de ferreiro junto a Joe, e amaldiçoa o fato de não se um cavalheiro, pois tenciona conquistar Estella, ainda que não obtenha êxito.

Alguns anos mais tarde, o nosso herói recebe a visita de um advogado, Jaggers, que lhe anuncia uma bela fortuna, mas diz não poder revelar o nome de seu benfeitor. Pip vai à Londres, se despede de Joe, e torna-se um cavalheiro, sempre acreditando que a Srta Havisham quem lhe legou a soma.

Anos depois, Pip recebe a visita de Abel Magwitch, que se revela seu benfeitor, conta-lhe sua historia, revelando não ser tão hediondo assim, e fez fortuna na América pensando sempre em seu Pip, a quem sempre fora grato desde o fatídico dia de sua fuga.

Essa revelação foi um baque para nosso herói, mas muitas surpresas se desencadeariam a partir daí. Estella, que pensavam ser órfã não o é, inclusive seus pais estavam vivos, só Jaggers sabia disso até Pip desvendar esse mistério. (Na ilustração abaixo,'' Pip e Estella depois de tudo'')

Detalhe: QUEM são os pais dela, essa é uma questão que realmente surpreende!

Bem, etc etc etc, espero não ter sido 100% spoiler, mas só lendo para ter noção da magnitude dessa obra, que revela muito a respeito da sociedade de forma atemporal, pois os conflitos de Pip são pertinentes mesmo para os dias atuais.

Detalhe2: Estella Havisham é uma das edições da coleção Damas de Época (bonecas de porcelana que representam personagens femininas que marcaram a literatura universal, nas bancas, quinzenalmente por 24,99. Não, não estou recebendo por esse merchandising!)


Bem, fica a recomendação, e aprovetem as belas ilustrações do livro.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Meu coração é todo seu


Caros leitores,
Deixo-lhes algumas belas imagens e um vídeo com a bela canção de Léhar Dein ist mein ganzes Herz (Meu coração é todo seu) da opereta O país dos sorrisos que eu considero uma das mais belas, tocantes e emocionantes que já foram escritas. Detalhe: o intérprete é o magnífico tenor Fritz Wunderlich. Assistir ao vídeo no YouTube
Deleitem-se com a letra da canção, que apesar de ser em alemão aqui poderás ler também em português, confirmando a beleza da letra escolhida para a música.
Saudações!



Dein ist mein ganzes Herz!
Wo du nicht bist, kann ich nicht sein.
So, wie die Blume welkt,
wenn sie nicht küsst der Sonnenschein!
Dein ist mein schönstes Lied,
weil es allein aus der Liebe erblüht.
Sag mir noch einmal, mein einzig Lieb,
oh sag noch einmal mir:
Ich hab dich lieb!
Wohin ich immer gehe,
ich fühle deine Nähe.
Ich möchte deinen Atem trinken
und betend dir zu Füssen sinken,
dir, dir allein! Wie wunderbar
ist dein leuchtendes Haar!
Traumschön und sehnsuchtsbang
ist dein strahlender Blick.
Hör ich der Stimme Klang,
ist es so wie Musik.
Dein ist mein ganzes Herz



Meu coração é todo seu!
Onde não estás, não posso estar
Assim como murcha a flor
Sem o teu beijo, se apaga o sol
Tua é a minha mais linda canção
Pois ela brota somente do amor
Diz-me mais uma vez, meu único amor,
Oh, diz-me mais uma vez:
Eu te amo!
Onde quer que eu vá
Eu sinto tua presença
Eu quero beber do teu hálito
E rezar aos teus pés
A ti, somente a ti! Quão maravilhosos
São teus cabelos brilhantes
É um sonho lindo, saudoso
O teu olhar cativante
Ouço o som da tua voz
E soa como música.
Meu coração é todo seu

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Fidelio, a única ópera do “poeta dos sons”

A única ópera de Beethoven reflete a ideologia de uma era: liberdade, luta contra a tirania e o triunfo do amor; ainda impregnada dos ideais do Aufklärung –Iluminismo– que tanto fascinara o compositor quando jovem. É também um divisor de águas sui generis entre a ópera de Mozart e a de Weber pois coexistem elementos clássicos e românticos na obra.


A obra baseou-se em um romance do francês Nicolas Bouilly, Léonore ou L’amour conjugal. A estréia de Fidelio em 1805 no Theater an der Wien foi mal-sucedida: as tropas francesas de Napoleão tinham acabado de ocupar Viena e foram ao teatro apenas uns poucos oficiais, que não gostaram da música pouco convencional do compositor e da mensagem declaradamente política da trama. Entretanto, na sua terceira reestréia, a ópera foi finalmente aceita.


A transcendência dos limites da alma e do subconsciente humano podem ser percebidos através dos cenários escolhidos para a ambientação dos personagens, por exemplo a escura e claustrofóbica masmorra subterrânea na qual Florestan encontra-se. Podemos supor que sendo um prisioneiro político, Florestan percebe-se enclausurado dentro de si mesmo, e devido à ausência de liberdade de expressão vê-se impedido inclusive de pensar, até sua mente está cativa. A obra é repleta de alegorias e simbolismos do gênero.



O libreto consiste na história de Florestan, um jovem nobre, em Sevilha no século XVIII, que foi preso injustamente pelo tirânico diretor da prisão, Don Pizarro. Ao descobrir que Don Fernando, ministro do rei, visitará a prisão e poderá tomar conhecimento das irregularidades por ele cometidas, Pizarro decide matar Florestan. Leonore, esposa de Florestan veste-se como um homem -Fidelio- para salvá-lo, e torna-se ajudante do carcereiro Rocco. Marzelline, filha de Rocco rejeita o amor do jovem Jaquino pois está apaixonada por Fidelio. Quando seu pai o descobre, gosta da idéia e pretende casá-los o mais rápido possível, o que incomoda Leonore/Fidelio. Pizarro ordena que Rocco e Fidelio cavem o túmulo de Florestan. Quando eles chegam à masmorra, Florestan recobra a consciência e Leonore o reconhece, mas seu marido não, por causa de seus trajes masculinos. Pizarro aparece para apunhalar Florestan, mas Leonore saca de um revólver e diz: “Mata primeiro a sua mulher”, revelando sua identidade aos três homens agora surpresos. Nesse momento soa a trombeta anunciando a chegada do ministro, e Pizarro é deposto e preso, Leonore e Florestan finalmente se reencontram e todos os presos políticos são libertos.


Infelizmente é difícil de se encontrar gravações ou mesmo de se assistir ao vivo apresentações dessa chef d’œuvre, mas eu tive a oportunidade de assisti-la no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 2008, o que foi realmente emocionante, pois sempre fui obcecada por Beethoven e sua obra, e Fidelio era “a ópera que eu teria que ouvir antes de morrer” par excellence! Nem acreditei que ela seria apresentada tão perto de mim!


Fiquei encantada ad principium com a magnífica ouverture Fidelio (não confundir com as aberturas Leonore, compostas para versões iniciais da ópera), as árias do 1° ato, o duo de abertura de Jacquino e Marzelline “Jetzt schätzen jetzt sind wir allein ” a da Marzelline “O wär ich schon mit dir vereint”, de Rocco “Hat man nicht auch Gold beineben”, cuja melodia me hipnotizou, e o trio “Gut, sönchen, gut!”. No 2° ato, a Ária de Florestan foi heróica, e o duo com Leonore, “O namenlose Freude”, bravissimo! Apesar de Beethoven não ter seguido em sua linha vocal o bel canto, que já ameaçava roubar a cena da ópera de início do século XIX e seria sucesso sob a pena de Rossini, Bellini e Donizetti, nem o estilo da Grand opéra francesa, que seria sucesso nas mãos de Gounod, Bizet e Meyerbeer, mas seu estilo sui generis, com dissonâncias e harmonias incomuns conquistam o espectador, fazendo-o lembrar de sua obra orquestral, na qual alternavam-se seções de um tom atormentado e heróico com uma calma etérea. Bravo, bravíssimo, Herr Ludwig!


Saudações Beethovenianas!


sábado, 4 de setembro de 2010

Melancholia: uma constante em "O vermelho e o negro" de Stendhal


Melancolia vem do grego μελαγχολία - melagcholía; de μέλας - mélas, "negro" e χολή - cholé, bile.

Esse termo deriva da teoria Hipocrática dos quatro humores: sangüíneo, colérico, melancólico e fleumático, cada um deles eles associa-se a estação do ano, elemento, órgão e características, que para o melancólico são respectivmente: outono, terra baço e frio seco. Acreditava-se que todos os males físicos originavam-se do desequilíbrio entre esses quatro humores.


Durante o Romantismo Byroniano, de Shelley, e Alvares de Azevedo, predominava nas composições poéticas o
spleen, o mal-du-siècle, o tédio inevitável mediante a sociedade do século XIX, sem emoções que valessem a pena, com a crescente miséria advinda da recente exploração do proletariado, dandis sem introspecção filosófica que só sabem vestir-se elegantemente e mocinhas coquetes leitoras de romances que pensam apenas em se casar bem e estar na moda.

É nessa sociedade que se encontram as personagens do romance mais famoso de Stendhal, ''O vermelho e o negro'' (
Le rouge et le noir), que se presta a ser uma "Crônica de 1830", como se apressa a dizer seu sous-titre.

Julien Sorel, rapaz ambicioso e belo da província, é um alpinista social, mas nem por isso deixa de ser complexo, pois nem o próprio sabe o que sente ou pensa, e, graças à maestria de Stendhal podemos observar esse pathos ao longo de todo o livro, em todas as suas emoções e contradiçoes.

Julien tem um affair com a Mme de Rênal, esposa do prefeito de Verrières, e após desconfianças é obrigado a seguir seu rumo, e vai trabalhar com o Marquês de La Mole, e se vê admirado pela bela Mathilde-Marguerite de La Mole, uma jovem enfastiada com a época em que vive e sonha com os ideais de seus antepassados da Era das Cruzadas, na qual ela via mais heroísmo e motivos para viver. Não vê graça em nenhum cavalheiro da moda, zomba de todos e sente até prazer nisso, acha-os indignos de si, apesar do orgulho de se saber venerada por esses nobres. É obcecada pela história de seu antepassado Boniface de La Mole, amante da rainha Margarida que após ser decapitado, tem sua cabeça beijada e guardada pela rainha.

Julien após muita resistência interna acaba por se apaixonar pela moça, e se tornam amantes, porém o relacionamento tem altos e baixos, devido ao orgulho de ambos e à inconstância e arroubos de loucura da Mlle de La Mole, o que impede a plenitude do amor de ambos. Quando Mathilde se descobre grávida, consegue a muito custo obter permissão do altivo Marquês para se casar, porém após uma carta da Mme de Renal o delatando para o pai de Mathilde, tudo desmorona, e Julien atenta contra a vida da ex-amante que não morre. Na prisão Julien se dá conta de que ama ainda a Mme de Renal, deixando Mathilde com ciúmes. Julien é acusado e recebe pena de morte, por livre vontade, apesar dos esforços de Mathilde. Pelo menos esta pôde saciar sua fantasia de Rainha Margarida, de beijar a cabeça decapitada de seu amante.


Nessa obra desastrosa que desnuda a hipocrisia moral e o tédio do século XIX, talvez tenha sido apenas Mathilde quem conseguiu elevar-se da mediocridade inerente à sua época.